Olá de novo, adolescentes! Para continuar a segunda série do blog “Crónicas de um Adolescente”, decidi desta feita escrever uma crónica acerca de um dos temas que assolam a vida de muitos jovens e que fascina outros já não tão jovens. Sei que posso ser um leigo nesta matéria, mas o que é certo é que o tema de que vos vou falar é o primeiro do género a aparecer no site: “Egipto – Faraós e rituais”.
Antes de começar a falar no tema propriamente dito, uma questão insistia em rodopiar na minha cabeça quando pensava no tema desta crónica. O que têm os Faraós do Egipto a ver com os adolescentes? Depois de muito pensar e porque queria e quero muito ter este tema retratado no blog, descobri que, como já foi referido, este tema interessa a muitos jovens. Peço desculpa por me ter alongado tanto com estes pormenores, mas o facto é que são importantes para alguns daqueles que lêem as crónicas.
Para começar a crónica, ou pelo menos o tema da crónica, e antes de vos falar acerca das maravilhas, tenho de vos “enturmar” com as vivências do Egipto e com a época em que se encontrávamos.
O Egipto de que vos vou falar era um Egipto arcaico, de onde provinha o “verdadeiro” conhecimento e onde se acreditava ser o “templo” dos Deuses. Os faraós eram tomados como semi-deuses.
No Império Antigo, na primeira dinastia – porque existiram 14 dinastias – o Egipto encontrava-se dividido em duas partes: Baixo Egipto, conhecido como a “Terra Negra” – consistia na parte norte do Nilo e no Delta do Nilo – e o Alto Egipto conhecido como “Terra Vermelha” – consistia no Sul do Nilo e no Deserto. Não me vou alongar a falar de todas as dinastias, mas vou sim falar acerca dos faraós mais conhecidos (míticos).
Começarei então por falar no Rei Escorpião ou Serket, personagem fictícia do filme “A Múmia – 2”. Este faraó pertence ao grupo de faraós em que não se consegue provar a sua existência. No entanto, encontra-se actualmente no “Ashmoleum Museum” em Oxford uma múmia encontrada com um Escorpião mumificado, que se acredita ser deste faraó. Acredita-se também que este faraó pertenceu ao Império Antigo, governando no Alto Egipto, por volta de 3150 a 3100a.C.
Outro faraó também mítico, retratado no jogo para computador “Broken Sword”, é Tutankhamon. Este faraó faleceu durante a sua adolescência, mas instituiu o culto de Aton, o deus do Sol. Este faraó foi nomeado aos 10 anos, restaurou os deuses do Antigo Egipto e morreu sem deixar descendentes. Este é o faraó que mais fascina os cientistas, porque a sua tumba foi a única encontrada intocável até aos dias de hoje.
Outro faraó que também aparecia no filme “A Múmia”, é Imhotep, também designado por Amenhotep. Este faraó foi um misto de médico, mago e arquitecto. Foi considerado o Deus da medicina. Foi o primeiro físico, químico, filósofo e astrónomo.
Outro faraó também mítico foi Ptolomeu XV Caesar, que foi nomeado faraó pela sua mãe. Era filho de Cleópatra e Júlio César. Cleópatra nomeou o seu filho faraó e, antes de ser apanhada pelos Romanos, suicidou-se. César mandou matar o jovem faraó pouco tempo depois.
Pelo meio, fica Nefertiti outro faraó igualmente importante, que decidi excluir da crónica, acabando por referir somente o seu nome.
Quanto ao ritual da mumificação, era feito para evitar a deterioração dos corpos e era feito aos faraós. Acreditava-se que a deterioração dos corpos envenenava a malta do defunto. Mas antes de haver este ritual da mumificação, os egípcios envolviam os corpos em peles de animais, para que não se deteriorassem com os ventos. Após um longo processo evolutivo chegaram ao processo de mumificação.
Alguns momentâneos descuidos destes levaram-nos a esquecerem-se, por vezes, de determinados instrumentos no interior das múmias, o que nos permite conhecer, aprofundadamente, os seus diversos utensílios de trabalho: ganchos de cobre, pinças, espátulas, colheres, agulhas, vasos munidos de bicos para deitar a goma escaldante sobre o cadáver e furadores com cabeça de forcado, para abrir, esvaziar e tornar a fechar o corpo. Dada a ausência de qualquer informação legada pelos Egípcios sobre as suas técnicas de embalsamamento, é necessário recorrer aos relatos de historiadores gregos, como Heródoto, para que a nossa curiosidade seja saciada. As suas descrições permitem-nos vislumbrar cada movimento dos embalsamadores. Em primeiro lugar, estes extraíam o cérebro do defunto pelas narinas, com o auxílio de um gancho de ferro. Seguidamente, “com uma faca de pedra da Etiópia” (segundo refere Hérodoto) efectuavam uma incisão no flanco do defunto, pelo qual retiravam os intestinos do morto. Após terem limpo diligentemente a cavidade abdominal, lavavam-na com vinho de palma e preenchiam o ventre com uma fusão de mirra pura, canela e outras matérias odoríferas. Deixavam então o corpo repousar numa solução alcalina, baseada em cristais de natrão seco, onde permanecia durante setenta dias, ao fim dos quais a múmia era envolvida com mais de vinte camadas de ligaduras e coberta por um óleo de embalsamamento (uma mistura de óleos vegetais e de resinas aromáticas- coníferas do Líbano, incenso e mirra), que endurecia, rapidamente. Todavia, as suas propriedades anti-micósicas e anti-bacterianas não protegiam a estrutura do corpo esvaziado, dessecado e leve, facto comprovado pelo incidente ocorrido com a múmia do jovem faraó Tutankhámon, que se fragmentou, quando a tentaram remover do seu caixão. As faixas que envolviam o defunto eram, preferencialmente, de cores vermelho e rosa, jamais sendo utilizado para a sua concepção linho novo, mas sim, aquele que era obtido a partir das vestes que o morto envergava em vida. À medida que as ligaduras eram colocadas em torno dos defuntos, os sacerdotes presentes pronunciavam fórmulas sagradas. Simultaneamente, depositavam-se nos leitos de linho inúmeros amuletos profilácticos, tendo mesmo sido encontrada uma múmia com cerca de oitenta e sete destes objectos de culto. Entre estes encontrava-se ankh (vida), uma das mais preciosas dádivas oferecidas aos homens pelos deuses; o olho de oudjat, ou olho de Hórus, símbolo de integridade, que selava a incisão feita pelos embalsamadores, para retirar as entranhas do morto; um amuleto em forma de coração, concebido para assegurar que os defuntos seriam bem sucedidos nos seus julgamentos; e o escaravelho, esculpido em pedra, barro ou vidro. Este insecto enrola bolas de esterco, onde depõe os ovos. Os Egípcios creiam que um escaravelho gigante gerara o Sol de forma similar, rolando-o em direcção do horizonte, até ao firmamento. Uma vez que todas as manhãs este astro soberano desprende-se de um abraço de trevas, o escaravelho tornou-se num símbolo da ressurreição dos mortos. Quanto às pessoas normais, eram inumadas num caixão rectangular, depositado num sarcófago de pedra, considerado um depósito da vida. Apesar de, por mim poder escrever milhões e milhões de palavras sobre este assunto, acho melhor ficar por aqui, senão ninguém comenta a minha crónica. Já me alonguei até às mil duzentas e quinze palavras, por isso, por aqui me despeço, deixando votos de que continuem felizes, com atenção à escola, e não descuidem as minhas crónicas. Como diz a professora de português … “façam o obséquio de comentar a minha crónica…” … Fiquem bem …